FRANCESES VIBRAM COM POSSÍVEL DESFALQUE DE CAVANI

As chances de Edinson Cavani ir a campo no duelo decisivo da próxima sexta-feira, contra a França, pelas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia, são pequenas. Se pelo lado do Uruguai o artilheiro é motivo de lamentações, pelo lado francês, porém, não se pode dizer o mesmo.


Sua possível ausência é bastante celebrada pela Les Bleus, como confirmaram Adil Rami e Blaise Matuidi em coletiva de imprensa concedida nesta quarta-feira.



“O que é ruim para uns, é bom para outros. É um dos melhores atacantes do mundo, com muita confiança, então não é tão ruim para nós que ele esteja machucado. Eu me machuquei na panturrilha e demorou… Acho que têm que parar de fazer acreditar que ele poderá jogar”, apontou o zagueiro, que atua pelo Olympique de Marseille e está acostumado a enfrentar o uruguaio, que defende o Paris Saint-Germain, na Liga Francesa.



No PSG, inclusive, Cavani foi companheiro de Matuidi, hoje na Juventus. O volante, que está suspenso e também não poderá atuar, foi outro a exaltar a qualidade e o momento do atacante, ressaltando o significado de sua ausência para a seleção uruguaia. Segundo ele, porém, a Celeste não deixa de ser forte em função da perda de seu camisa 21.



“É verdade que a seleção do Uruguai não é exatamente a mesma coisa sem o Cavani. A gente conhece bem todas as suas qualidades. É um grande atacante. Ele está mostrando ainda mais nessa Copa do Mundo, mas com ele ou sem ele a equipe do Uruguai continua muito competitiva. Eles têm outros jogadores capazes de substituí-lo, mas não será a mesma coisa do que com o Cavani”, afirmou.



O meio-campista, contudo, diverge de Rami no que diz respeito à possibilidade de recuperação do uruguaio. Para ele, não se trata de uma falsa esperança, mas sim de um máximo esforço do atacante para estar apto a jogar a partida.



“Eu e Cavani jogamos juntos muito tempo. Nós não nos falamos recentemente mas eu o conheço muito bem e posso dizer que é alguém muito generoso, que não deixa ninguém na mão e que vai fazer o máximo até o último momento para jogar. Não sei a natureza da sua lesão mas acho que o que quer que seja ele vai fazer o máximo para estar presente. Blefar? Não sei, isso pertence aos uruguaios. Mas há dores que podem passar e outras para as quais não há cura milagrosa”, completou.



Com ou sem Cavani, França e Uruguai duelam pela classificação às semifinais da Copa do Mundo da Rússia às 11h (no horário de Brasília) de sexta-feira. Em Nizhny Novgorod, quem perder dará adeus à competição. Quem passar, enfrenta o vencedor de Brasil x Bélgica por uma vaga na grande decisão do Mundial.


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